19 de fev de 2019

Conexão São Paulo: Entrevista com o fotógrafo Teco Barbero




CreativeTV Brasil
A Creative TV São Paulo realiza atividades de cobertura jornalística de vários tipos no estado com a finalidade de levar informação com a qualidade Creative TV Brasil. A jornalista Leide Alves é a diretora executiva da Creative São Paulo.

17 de fev de 2019

Teco Barbero participa do programa VOZ DO TRADUTOR

A voz do tradutor
A voz do tradutor é o podcast da Escola de Tradutores que dá voz e vez para o tradutor e o intérprete profissional, com informações, dicas e  temas relevantes do mundo da tradução.


A VOZ DO TRADUTOR - ano II - nº31 - O podcast da Escola de Tradutores! - Edição de 16 de fevereiro de 2019

Nesta edição, você vai ouvir: Carolina Motta fala sobre o Grupo do Facebook Tradução das Minas que completa 1 ano ; Danilo Nogueira te convida para uma brincadeira; Agenda da rede Barcamp; Ligia Ribeiro traz uma entrevista exclusiva com Teco Barbeiro; Agenda da Escola de Tradutores.

Para mais informações, acesse: www.escoladetradutores.com.br Quer participar? Envie o seu áudio para (11) 99472-9914 

APOIO: TRADUSOUND

Ouça: https://download.megafono.host/cache/83a41fc2-280b-44cc-9642-1dc8c6fae42f/untitled-001.wav?source=manual

ENXERGANDO PELAS LENTES DA FOTOGRAFIA

Arca do Saber


Dia 16 de fevereiro de 2019, a Arca do Saber realizou uma entrevista exclusiva com Antônio Walter Barbero, conhecido como Teco Barbero, jornalista, palestrante, fotógrafo e um dos autores do livro “Histórias de Baixa Visão”.
O que Teco tem de incomum? Com apenas 0,05% de visão, Teco é fotógrafo profissional. Junto com a sua parceira de trabalho Micheli Correia, a primeira cinegrafista cega do Brasil, eles produziram o documentário “Olhar Sensível”, que retrata o universo da fotografia sob o olhar da acessibilidade.

O começo

Teco ingressou na fotografia em 2002. Cursava jornalismo na universidade de Sorocaba quando realizou o primeiro curso de fotografia para deficientes visuais no Brasil, com o conceituado fotógrafo e jornalista Wellington Kermes.

De aluno a professor
Em 2010, Teco recebeu um convite da Secretaria da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo e de uma colega fotógrafa para participar de um workshop. Em virtude de uma campanha realizada para a Associação Desportiva para Deficientes – ADD, exibida nos cinemas e que chamou a atenção do público, começaram a aparecer convites para a realização de workshops, fato que o tornou conhecido na comunidade de pessoas com deficiência visual e em instituições.
Já como professor de fotografia, o primeiro desafio foi fazer com que as pessoas com ou sem problemas visuais passassem a pensar diferente, do olhar clínico à percepção dos outros sentidos. Os alunos apreciaram esse novo enfoque. Para Teco, um bom fotógrafo precisa, acima de tudo, ter sensibilidade, e é isso o que ele promove em seus cursos.

Dificuldades dos alunos com deficiência visual
Teco acredita que a principal dificuldade para um aluno com deficiência visual seja a forma de pensar. É necessário que ele entenda que, apesar de não conseguir visualizar as fotografias que tira, o resultado do seu trabalho é visualizado por outras pessoas e pelos seus clientes. Infelizmente, o aluno não tem o recurso da audiodescrição na fotografia, mas essa e outras barreiras que possam surgir precisam ser superadas.
Há dificuldades técnicas como: posicionamento correto, direcionamento das habilidades de percepção para a fotografia, enquadramento, etc. Entretanto, essas particularidades são ensinadas nos workshops que ele ministra.




O estranhamento das pessoas
Teco já cobriu eventos de grande porte com a presença de governadores e de outros membros da imprensa, e já presenciou algumas pessoas intrigadas com o seu trabalho de fotógrafo. Em várias ocasiões, enquanto alguém ao seu lado lhe transmitia informações ao pé de ouvido, as pessoas o observavam e mostravam curiosidade em saber o que ocorria; ao tomarem conhecimento de que Teco era fotógrafo profissional e deficiente visual, se surpreendiam.
Teco sabe que chama a atenção de outros colegas fotógrafos e também da imprensa. Já realizou vários trabalhos em vídeos com a primeira cinegrafista cega do Brasil Michele Correia, e as pessoas ainda estranham em ver esses dois profissionais com deficiência visual gravando um vídeo. Para Teco, essa descoberta o torna conhecido no meio; por outro lado, as pessoas demoram a dar crédito ao trabalho que realiza.

Entraves enfrentados
Convencer as pessoas é a principal dificuldade. Ainda há muito preconceito em relação à fotografia realizada por quem tem deficiência visual. A contratação pelas empresas é um trabalho de formiguinha. É necessária muita divulgação para que haja interesse e que as empresas se certifiquem da capacidade desses profissionais, e isso demanda tempo.
Outro entrave é a própria tecnologia. Embora haja evolução nessa área, não há câmeras com acessibilidade, o que impossibilita que as pessoas com deficiência visual aproveitem todos os recursos oferecidos por esses equipamentos.
A falta de profissionais dispostos a trabalhar em parceria pode criar uma certa dificuldade em trabalhos mais complexos. Assim como ocorre com qualquer outro fotógrafo, ter uma equipe ou alguém que lhe dê um suporte em eventos de grande porte é uma mão na roda.
Todos esses fatores ainda são impactantes na carreira profissional de um fotógrafo com deficiência visual. Entretanto, isso pode ser mudado com a consciência da população sobre a importância da acessibilidade no nosso mundo.

O real significado da fotografia
Para Teco, a fotografia significa oportunidades, aberturas de portas, sonhos realizados…
Nas próprias palavras de Teco: “Se não fosse a fotografia, não saberia quem sou, desde 2012. Ela faz parte da minha vida e transformou o meu próprio modo de pensar em relação às imagens. Penso na fotografia como uma forma de expressão da minha arte e também uma forma de ajudar o mundo se tornar um pouquinho mais inclusivo, graças ao meu conhecimento de fotografia e à oportunidade de poder passar isso a outras pessoas e fazer com que elas transformem as suas vidas por meio da fotografia. Isso é incrível, é maravilhoso!”.

Querido leitor, Teco é fonte de inspiração. Muitos de nós, sem problemas visuais, às vezes, permitimos que a nossa visão fique embaçada pela incredulidade frente às pessoas que visualizam no “impossível” a certeza da realização concreta dos seus sonhos.

Se quiser saber mais sobre o incrível trabalho de Teco Barbero, acesse os links abaixo. No seu canal do YouTube “Olhar Diferente”, há uma entrevista que ele fez com o astronauta brasileiro Marcos Pontes. Imperdível!

http://tecobarbero.blogspot.com/

https://www.youtube.com/channel/UCC13KhAX5KgBz_4wXsGLQow

13 de dez de 2018

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM O PRIMEIRO ASTrONAUTA BRASILEIRO

No dia do engenheiro a cinegrafista Cega, Micheli Correia, e o jornalista e fotógrafo com baixa visãom Teco Barbero, estiveram na FACENS e acompanharam de pertinho o Astronauta Marcos Pontes - o primeiro astronauta brasileiro.



Entrevista de Teco Barbero para a rádio CRUZEIRO FM de Sorocaba sobre o dia Nacional da Pessoa com deficiência visual

Ouça:


TECO BARBERO ENTREVISTA ASTRONAUTA MARCOS PONTES NA FACENS

O jornalista e fotógrafo Teco Barbero, juntamente com a cinegrafista cega Micheli Correia cumprem o dia do engenheiro, celebrado no dia 11 de dezembro.

O evento promovido pela Faculdade de Engenharia de Sorocaba FACENS teve como palestrante o primeiro astronauta brasileiro e futuro ministro da ciência, tecnologia, inovação e comunicações do governo Jair Bolsonaro, Marcos Pontes, que fez uma visita aos laboratórios da instituição entre eles o Laboratório de Inovação Social LIS, Smart Campos e Fab Lab, acompanhou o lançamento a 200 metros de altura de dois protótipos de mini foguetes produzidos por alunos dos cursos de engenharia Mecânica, Mecatrônica, Química e Elétrica.
Logo após a visita, o astronauta deu uma entrevista ao canal do YouTube Olhar Diferente em que fala sobre os planos dele para o Ministério para pessoas com deficiência e da experiência no espaço.
Na palestra motivacional, Marcos conta sua história de vida e mostra vídeos e fotos que ressaltam como ele foi convidado pela NASA.
Durante o evento, a FACENS anunciou o reconhecimento pelo MEC do pedido para se tornar Centro Universitário, mudando sua nomenclatura para UNIFACENS.
Para Teco, foi uma experiência incrível poder acompanhar fotografando toda a visita em movimento pelo Campus e estar com a primeira cinegrafista cega do Brasil fazendo os vídeos. "Foi muito enriquecedor, pois eu tinha que pensar tanto nas fotos quanto no auxílio com os vídeos. Além da fantástica entrevista com Marcos Pontes,que foi desafiadora pelo pouco tempo de duração quanto às condições ao ar livre onde estávamos, agradeço a superação de Micheli Correia e a atenção de Marcos Pontes e a FACENS pela oportunidade", disse Teco
























 Fotos: Teco Barbero
 Foto: Vitória Machado
 Foto: Vitória Machado
 Foto: Vitória Machado
 Foto: Vitória Machado
Foto: Vitória Machado

26 de nov de 2018

Deficientes visuais superam limitações em busca da realização profissional

G1 Santos e Região
Por Mariana Romano, Rafaela Tonetto e Vitor Fernando*

Cinegrafista e fotógrafo descobriram como desenvolver habilidades para atuar profissionalmente em áreas que exigem sensibilidade apurada

Em um de seus trabalhos, a cinegrafista Micheli Correia diz que cada um tem de encontrar o jeito de aprimorar a percepção — Foto: Arquivo Pessoal


Micheli Correia, 31 anos, é uma cinegrafista sempre pronta para captar o melhor dos acontecimentos com suas câmeras, microfones de lapela, tripés e rebatedores. É uma rotina comum, não fosse por um detalhe: ela não enxerga desde que nasceu.

Micheli sempre lidou bem com as adversidades apresentadas ao longo da vida. Desde pequena, ela já gostava de registrar em áudio tudo o que fazia durante a aula e nos momentos de lazer.

O amor pelas filmagens teve início aos 9 anos, durante uma gravação para a escola. “Depois desse dia, me apaixonei pela câmera”. Mas, foi aos 15 anos que Micheli concretizou um sonho de infância. Durante uma brincadeira com amigos, ela decidiu colocar a percepção à prova. “Meus amigos queriam gravar uma dança. Um deles era cego como eu e disse que não conseguiria fazer a filmagem. Foi, então, que me ofereci e deu certo”, afirma.

A partir daí, Micheli passou a usar o celular para filmar ruas e o cotidiano, até conseguir comprar uma câmera de mão. Há nove anos, ela passou a buscar cursos especializados. “Meus trabalhos davam certo e fiz um curso de cinegrafia, mas não era o que precisava. Fui me aprimorando mais”.



A cinegrafista disse que teve que adaptar e readaptar técnicas para garantir o desenvolvimento da filmagem com maior precisão. “Cada um tem um jeito de entender o local em que está. Eu percebo o ambiente pelas maçãs do rosto das pessoas, pelas orelhas, ombros, tórax, dorso das mãos e pernas. Sempre desenvolvi essas habilidades, sem relação com a minha profissão”, garante.

Além de filmar profissionalmente, Micheli tem no YouTube o canal ‘Olhar Diferente’, que estimula outras pessoas com deficiência a evoluir tecnicamente na profissão que escolheram.

Caminhos se cruzam
Com baixa visão — pouco mais de 0,5% nos dois olhos —, o jornalista Teco Barbero, 36 anos, também é exemplo de superação. Parceiro de Micheli nas filmagens, os dois conversaram virtualmente durante um ano até que decidiram se encontrar para testar as técnicas na prática.

Juntos, Teco e Micheli produziram o documentário ‘Olhar Sensível’, resultado de um curso de fotografia para alunos com deficiência visual, filmado por Micheli. Eles ainda ministram palestras e workshops, além de publicarem conteúdos sobre o tema nas redes sociais.

Eles explicam que para a produção de vídeo é importante ter um auxiliar de câmera para guiar pelo espaço e descrever as cenas. Já para fotos, Barbero usa a contagem de passos e a referência do centro do rosto da pessoa, nariz e orelha.

Teco Barbeiro fotografou paratletas para a capa de revistas — Foto: Arquivo Pessoal

https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/educacao/noticia/2018/11/24/deficientes-visuais-superam-limitacoes-em-busca-da-realizacao-profissional.ghtml

20 de nov de 2018

Teco Barbero fotógrafa peças de joia de Tina Bernardi


Foram diversas peças entre colares e brincos usadas pelas modelos Micheli Correia, Tamiris Gabriela Piaia e Paula