29 de ago. de 2026

Jornalista com deficiência visual fotografa eclipse lunar com câmera digital em Sorocaba

 Teco Barbero é destaque na imprensa. O jornalista, palestrante e fotógrafo com deficiência visual teve seu registro do eclipse lunar e suas técnicas sensoriais exibidos em matérias nos portais G1 região de Sorocaba e Band Sorocaba.


Fonte: https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2026/08/28/foto-eclipse-da-lua-sorocaba-itapetininga.ghtml


Morador de Sorocaba (SP) tem dificuldade para enxergar de longe e adotou estratégias para fotografar o fenômeno que ocorreu entre a noite de quinta-feira (27) e a madrugada de sexta.

Por Fernanda Cordeiro*, Pâmela Beker*, g1 Sorocaba e Jundiaí


Jornalista de Sorocaba (SP) fotografa o eclipse lunar parcial — Foto: Antonio Walter Barbero


Um jornalista de Sorocaba (SP) com deficiência visual conseguiu fotografar o eclipse lunar que ocorreu entre a noite desta quinta (27) e a madrugada de sexta-feira (28).

Antonio Walter Barbero, de 45 anos, conhecido como Teco, tem baixa visão por causa da deficiência. Ele explicou ao g1 sobre as etapas para registrar o fenômeno e falou sobre algumas dificuldades enfrentadas por ele devido à dificuldade para enxergar.

"Para fotografar o eclipse não é tão fácil, principalmente para pessoas como eu que têm pouca visão. Quando eu olho para o céu numa noite clara, sem nuvem, enxergo somente a luminosidade e o clarão da Lua", conta.

Para a captura, Antonio utilizou uma câmera com zoom óptico. Ele explica que foi necessário posicionar a câmera de modo correto para que ela não desfocasse o fenômeno.

"Colocar a câmera na posição ideal é muito difícil porque, quando você vai mexer no zoom, ela acaba saindo de foco. Tem que procurar de novo e, ao mesmo tempo, marcar a posição da câmera no seu corpo para a foto não sair da extrema", diz.

Para resolver o problema de foco, ele conta que costuma apoiar a câmera no nariz e os cotovelos no tronco do corpo.

"Essa câmera tem um visor móvel, muitas vezes eu mexo nele, então a câmera vai para cima e o visor fica mais ou menos no nível dos olhos, mais travado, apoiado no nariz. Com isso, consigo sustentar a câmera para que ela fique bem posicionada, encontre a Lua e consiga pegar o melhor ângulo", conclui.


Deficiência visual

Deficiente visual, Antonio Walter Barbero, de Sorocaba (SP), fotografa o eclipse lunar parcial — Foto: Arquivo Pessoal



Antonio nasceu com uma deficiência visual congênita causada pela persistência do vítreo primário, uma estrutura que se forma durante o desenvolvimento do olho, mas que normalmente desaparece antes do nascimento.

"Além disso, eu tenho algumas lesões na retina, então isso é que acaba provocando a baixa visão. Normalmente, quem tem o meu tipo de caso não enxerga nada. Ainda continua um mistério para a medicina o fato de eu ainda ter visão", explica.

Teco conta que está com catarata nos olhos e realizou uma cirurgia. Ele enxerga melhor com um dos olhos.

"Eu enxergo as coisas bem de perto. Enxergo tudo que as pessoas veem, só que com uma potência menor. Para enxergar o relógio, eu ponho bem pertinho dos olhos para conseguir a definição do número. De longe, eu vejo o formato do relógio, mas não vejo os números", diz.

Antonio realizará uma palestra sobre inclusão e cidadania na Feira de Literatura Infantil da Academia Sorocabana de Letras neste sábado (29), das 9h às 12h, em parceria com a audiodescritora Angeles Paredes. O evento será realizado na Rua Guarani, 290, no Jardim Botelho.

Mais registros na região
O eclipse lunar é sempre um momento muito esperado para o Clube Centauri de Astronomia de Itapetininga (SP). Os integrantes registraram o fenômeno e, para aqueles que não iriam conseguir visualizar ou acompanhar no céu, a organização transmitiu o momento ao vivo nas redes sociais.

As imagens foram feitas pelo professor de física Rodrigo Raffa. Ele contou ao g1 que cada um dos espectadores da transmissão associava o eclipse à algo diferente, como a mecânica celeste, beleza da natureza ou até questões religiosas


Os registros foram feitos pelo professor de física e responsável pelo clube de astronomia em Itapetininga — Foto: Arquivo pessoal/Clube Centauri de Itapetininga



“Mas é uma apreciação mútua, encanta todo mundo. Na medida em que a sombra foi tomando conta da lua, a vermelhidão começou a aparecer e os participantes conseguiram perceber essa variação, saindo da lua cheia, entrando a sombra, e depois a vermelhidão”, relatou Raffa.
O evento astronômico foi acompanhado por mais de 62 mil pessoas nas redes sociais do clube. A transmissão acabou pela madrugada, logo depois do ápice do eclipse lunar.

“Eu falei: ‘Poxa, vou terminar a transmissão aqui de madrugada, talvez amanhã eu acorde cansado, tenho que ir dar aula’. E não, eu acordei radiante. Acordei muito empolgado, feliz pelo trabalho que foi desenvolvido e pelo resultado. Mal posso esperar pelos próximos eventos como esse”, concluiu o professor.


O ápice do evento astronômico ocorreu na madrugada de sexta-feira (28) — Foto: Arquivo pessoal/Clube Centauri de Itapetininga


*Colaborou sob a supervisão de Eric Mantuan



Da sacada de casa, fotógrafo registra eclipse lunar em Sorocaba

Fonte: https://www.band.com.br/nacional/sp/da-sacada-de-casa-fotografo-registra-eclipse-lunar-em-sorocaba




Quem estava acordado na madrugada desta sexta-feira (28/08) pôde acompanhar um eclipse lunar parcial, que foi visto em diversos pontos do mundo. Em Sorocaba (SP), o fotógrafo Antonio Walter Barbero, de 45 anos, conhecido como Teco, conseguiu registrar o fenômeno.

Oficialmente, o eclipse começou na noite de quinta-feira (27/08) e atingiu o auge horas depois, por volta de 1h13. Teco conta que o registro foi espontâneo, sem muito planejamento:

“Assistindo televisão, vi que já era o momento. Estava na sacada da minha casa, na parte mais alta de Sorocaba, região do Campolim. Só que eu não tive uma visão muito privilegiada, porque a lua estava se encaminhando para o meio da minha casa. Mas deu tempo e, no ápice do eclipse, com ela quase inteira coberta, consegui pegá-la”, narrou.


Sorocabano, Teco Barbero registrou o eclipse durante a madrugada — Acervo pessoal/Blog Teco Barbero


Com quase duas décadas de atuação na área, Teco tem deficiência visual e participou do primeiro curso de fotografia voltado a esse público, em 2002. Ele explicou como é o processo para registrar um fenômeno como o eclipse a partir da perspectiva de uma pessoa com baixa visão:

“Tem que usar a percepção que o corpo traz! Com a pouca iluminação, acaba destacando a luz natural que a lua tem. Nós, com baixa visão, ainda conseguimos", explicou. “O mais difícil é achar a lua quando aumentamos o zoom da câmera, para realmente conseguir ver. Quando eu olho para cima meu olho vai captar só um pouquinho de branco, ainda mais nessas condições. A câmera e o zoom que vão trazer uma definição melhor para mim.”

Apesar das dificuldades, foi possível registrar a Lua com um aspecto próximo ao de um eclipse total e o fotógrafo ficou feliz com o resultado.

Teco também já fez registros de outros fenômenos astronômicos, como o alinhamento da Lua com os planetas Vênus, Júpiter e Mercúrio, em junho deste ano:

Assim como o eclipse lunar desta sexta-feira, o fenômeno foi visível de diferentes regiões do país.

19 de ago. de 2026

Teco Barbero cobre exposições no MACS

 


O jornalista e fotógrafo Teco Barbero fez a cobertura fotográfica e em vídeo de duas exposições no Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba, o MACS.

A primeira é Gravitas, do artista Túlio Pinto com o fotógrafo Eduardo Rezende, que foca na tensão entre o corpo humano e pedras brutas.

A segunda é Etnogênese, de Marcelino Melo, que aborda a identidade polícia e cultural dos moradores da periferia, destacando as pessoas que constroem e habitam esses espaços. Logo na entrada, havia uma parede onde as pessoas podem escrever com giz o que vem à mente delas sobre a exposição.

Para Teco, a exposição foi bastante interessante, principalmente pelo fato da primeira ser interativa, tendo a possibilidade de sentir duas grandes pedras e até tentar levantá-las. Sobre a acessibilidade, todas contêm QR codes com alguns detalhes das obras. Já a segunda, as miniaturas estavam envolvidas em vidro, então não era possível tocá-las. O que impressiona é a plástica das obras, porque retatam por meio dessas miniaturas, e até algumas ambientadas em pisos como com lama, simulando locais de mais difícil acesso, dão uma impressão bem real.

 

Serviço da exposição:

Local: MACS – Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba.

Endereço: Av. Dr. Afonso Vergueiro, 280 – Centro – Sorocaba/SP.

Periodo de visitação: de 15 de agosto de 2026 a 15 de novembro de 2026.

Horário de funcionamento: terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 15h.











13 de ago. de 2026

O DIASP | ​Teco Barbero: Por todas as lentes

Teco Barbero em destaque no Jornal O Dia, SP. O Jornal O Dia, SP, é um veículo de comunicação focado em trazer as últimas notícias sobre política, cultura e diversos assuntos de relevância para o público de São Paulo. Na matéria, o leitor conhece mais sobre a trajetória de Teco, que tem se destacado no mercado com suas experiências e contribuições no jornalismo e na fotografia.

Confira: 




Por Nicholas Maciel Merlone

Publicado originalmente no Jornal O DIASP (veja aqui!)

Deficiente Visual: Exemplo de Superação

Antônio Walter Barbero, o Teco Barbero, nasceu e vive em Sorocaba, interior de São Paulo, e desde o início enfrentou desafios singulares, incluindo uma lesão cerebral e baixa visão.

​Como uma lente normal que foca com precisão na realidade cotidiana, o seu desenvolvimento inicial foi moldado por muito esforço e, fundamentalmente, pelo apoio incondicional da família. Em sua infância, sua mãe e familiares foram essenciais ao aplicar métodos de estimulação e garantir que ele aprendesse a andar e a interagir com o mundo, mesmo nos anos noventa, quando a inclusão nas escolas ainda era incipiente.






​Suas curiosidades e facilidades para os sons e a comunicação o levaram a aprender italiano, inglês e espanhol. Como a tradução não estava disponível em Sorocaba, ele cursou Jornalismo na Universidade de Sorocaba, com preferência pelo rádio e pela TV.

​A grande virada ocorreu quando ele conheceu a fotografia, arte que passou a dominar com o estímulo de seu amigo Uerinton Kermes. Assim como uma lente grande-angular que amplia o campo de visão, a fotografia permitiu a Teco enxergar o mundo de uma forma muito mais ampla, capturando a essência humana através de suas percepções sensoriais, do tato e da audição, indo muito além dos cinco por cento da sua visão restante.

​Sua trajetória inclui obras marcantes. Ele foi responsável, por exemplo, pelo ensaio fotográfico com atletas paralímpicos para a revista IstoÉ durante os Jogos Rio 2016. Teco também se destacou com a exposição "Olhar Sensível", que apresentava fotos impressas em três dimensões para serem tocadas, além de realizar documentações astronômicas raras e ministrar oficinas de sensibilização.
​
Teco atua ainda como palestrante motivacional, consultor em audiodescrição e mantém um blog onde divulga seus variados trabalhos.


​Venha conhecer mais sobre o trabalho no blog: tecobarbero.blogspot.com e nos canais do YouTube. Galeramix e Olhar Diferente.