Teco Barbero é destaque na imprensa. O jornalista, palestrante e fotógrafo com deficiência visual teve seu registro do eclipse lunar e suas técnicas sensoriais exibidos em matérias nos portais G1 região de Sorocaba e Band Sorocaba.
Morador de Sorocaba (SP) tem dificuldade para enxergar de longe e adotou estratégias para fotografar o fenômeno que ocorreu entre a noite de quinta-feira (27) e a madrugada de sexta.
Por Fernanda Cordeiro*, Pâmela Beker*, g1 Sorocaba e Jundiaí
Antonio Walter Barbero, de 45 anos, conhecido como Teco, tem baixa visão por causa da deficiência. Ele explicou ao g1 sobre as etapas para registrar o fenômeno e falou sobre algumas dificuldades enfrentadas por ele devido à dificuldade para enxergar.
"Para fotografar o eclipse não é tão fácil, principalmente para pessoas como eu que têm pouca visão. Quando eu olho para o céu numa noite clara, sem nuvem, enxergo somente a luminosidade e o clarão da Lua", conta.
Antonio nasceu com uma deficiência visual congênita causada pela persistência do vítreo primário, uma estrutura que se forma durante o desenvolvimento do olho, mas que normalmente desaparece antes do nascimento.
"Além disso, eu tenho algumas lesões na retina, então isso é que acaba provocando a baixa visão. Normalmente, quem tem o meu tipo de caso não enxerga nada. Ainda continua um mistério para a medicina o fato de eu ainda ter visão", explica.
Teco conta que está com catarata nos olhos e realizou uma cirurgia. Ele enxerga melhor com um dos olhos.
"Eu enxergo as coisas bem de perto. Enxergo tudo que as pessoas veem, só que com uma potência menor. Para enxergar o relógio, eu ponho bem pertinho dos olhos para conseguir a definição do número. De longe, eu vejo o formato do relógio, mas não vejo os números", diz.
“Mas é uma apreciação mútua, encanta todo mundo. Na medida em que a sombra foi tomando conta da lua, a vermelhidão começou a aparecer e os participantes conseguiram perceber essa variação, saindo da lua cheia, entrando a sombra, e depois a vermelhidão”, relatou Raffa.
O evento astronômico foi acompanhado por mais de 62 mil pessoas nas redes sociais do clube. A transmissão acabou pela madrugada, logo depois do ápice do eclipse lunar.
“Eu falei: ‘Poxa, vou terminar a transmissão aqui de madrugada, talvez amanhã eu acorde cansado, tenho que ir dar aula’. E não, eu acordei radiante. Acordei muito empolgado, feliz pelo trabalho que foi desenvolvido e pelo resultado. Mal posso esperar pelos próximos eventos como esse”, concluiu o professor.





